Falta de incentivo à construção de patrimônio feminino é debatida em palestra sobre finanças
A sobrecarga de tarefas na vida das mulheres costuma ser um obstáculo frequente para a organização das finanças pessoais. Em muitos lares, a jornada feminina envolve uma divisão complexa de papéis, combinando a rotina profissional com a gestão da casa, a criação dos filhos e o suporte a outros familiares. Nesse cenário, o planejamento do orçamento da família costuma ficar a cargo delas, mas sem que haja tempo para olhar com cuidado para a própria vida financeira.
A discussão sobre o assunto ocorreu durante o talk intitulado “Você não é ruim com o dinheiro”. Na ocasião, a fundadora da iniciativa Grana Preta apontou que as mulheres não são ensinadas a construir o próprio patrimônio, o que impacta diretamente a autonomia econômica feminina a longo prazo.
Dupla jornada e patrimônio pessoal
Durante a apresentação, destacou-se que existe uma grande diferença entre administrar as despesas do lar e investir na acumulação de bens individuais. Muitas vezes, a mulher atua como a responsável pelas contas da residência e pelo equilíbrio do orçamento de todos ao seu redor, exercendo papel central no gerenciamento dos recursos da família.
Porém, a escassez de tempo impede que essa mesma dedicação seja direcionada para o crescimento de suas finanças particulares. O painel reforçou que a dificuldade em acumular recursos próprios não significa falta de habilidade para lidar com o capital, mas sim o resultado de uma rotina atarefada e da ausência de orientações voltadas ao público feminino sobre como consolidar bens ao longo da vida.
Com informações de Mulheres. Leia a matéria original aqui.
