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Julice Rodrigues alerta empresas sobre os impactos da nova NR-1 e defende uma gestão preventiva voltada à saúde mental no trabalho

A atualização da NR-1 inaugura uma nova fase nas relações de trabalho no Brasil e começa a mudar a forma como empresas lidam com saúde mental, riscos psicossociais e responsabilidade corporativa. Mais do que uma adequação burocrática, as novas exigências colocam no centro do debate um tema que por anos foi negligenciado dentro das organizações: o impacto emocional do ambiente de trabalho e seus reflexos jurídicos, financeiros e humanos.

É nesse cenário que a advogada Julice Rodrigues Rosa, especialista em Direito do Trabalho com ênfase em Segurança do Trabalho, vem ganhando destaque ao defender uma atuação preventiva e estratégica diante das mudanças normativas que começam a impactar diretamente empresas de todos os portes.

Segundo Julice, muitas organizações ainda não compreenderam a dimensão prática das alterações da NR-1. “As empresas não estão diante apenas de uma atualização técnica. Estamos falando de uma mudança estrutural na forma como saúde mental e riscos psicossociais passam a ser observados dentro das relações de trabalho. Ignorar isso hoje pode gerar passivos trabalhistas milionários amanhã”, destaca.

A nova regulamentação amplia a responsabilidade das empresas sobre fatores relacionados ao adoecimento emocional no ambiente corporativo, incluindo sobrecarga psicológica, assédio, estresse ocupacional e falhas na gestão organizacional. O tema ganha ainda mais relevância diante do crescimento expressivo dos afastamentos por transtornos mentais no Brasil e do aumento das ações judiciais relacionadas ao ambiente de trabalho.

Dra. Julice também alerta para os impactos do cruzamento automático de dados entre o eSocial e o INSS, mecanismo que passou a ampliar significativamente o nível de fiscalização e rastreabilidade das informações trabalhistas e previdenciárias das empresas. Segundo ela, quando há divergência entre os dados lançados pela empresa no sistema e aqueles registrados pela perícia do INSS, as consequências podem ser imediatas, incluindo inconsistências no CNIS do trabalhador, atrasos na concessão de benefícios, multas por descumprimento de obrigações acessórias e aumento dos riscos de passivos trabalhistas e previdenciários. Além disso, essas inconsistências podem gerar elevação no FAP (Fator Acidentário de Prevenção), impactando diretamente os custos financeiros e tributários da empresa.

Com mais de duas décadas de atuação jurídica, Julice tem defendido que o futuro da advocacia trabalhista está diretamente ligado à prevenção de riscos e à construção de culturas organizacionais mais sustentáveis. Sua abordagem une segurança jurídica, governança corporativa e responsabilidade humana, posicionando o Direito não apenas como ferramenta de resolução de conflitos, mas como instrumento estratégico de proteção empresarial.

Essa discussão será o centro da imersão “NR-1 Estratégica: A Nova Era da Gestão Preventiva”, que acontece no próximo dia 27 de maio, no Coco Bambu Center Shopping, em Uberlândia. O encontro reunirá especialistas de diferentes áreas para debater os impactos financeiros, psicológicos e operacionais das novas exigências da norma regulamentadora.

Além de Julice Rodrigues, participarão do evento uma psicóloga, advogada e perita da Justiça do Trabalho, trazendo análises sobre os riscos psicossociais e o crescimento de processos envolvendo saúde mental, além de um engenheiro especialista em Segurança do Trabalho, que apresentará caminhos práticos para implementação de uma gestão estratégica de riscos dentro das empresas.

A proposta do encontro reflete uma tendência cada vez mais forte no mercado corporativo: a necessidade de integrar saúde emocional, compliance trabalhista e gestão preventiva como pilares da sustentabilidade empresarial. Em um ambiente econômico marcado por alta competitividade e crescente judicialização, empresas que não se adaptarem às novas exigências poderão enfrentar impactos financeiros significativos, além de danos reputacionais e perda de produtividade.

Para Julice Rodrigues, a mudança cultural será inevitável. “As empresas que entenderem primeiro essa transformação sairão na frente. A gestão preventiva deixou de ser diferencial e passou a ser uma questão de sobrevivência institucional”, afirma.

Mais do que discutir normas, o evento propõe uma reflexão sobre o futuro das relações de trabalho no Brasil e o papel das lideranças na construção de ambientes mais seguros, estratégicos e humanizados. Em um cenário de profundas transformações no mercado, a pauta da saúde mental deixa de ocupar apenas o campo social e passa a integrar definitivamente as decisões de governança e sustentabilidade das empresas brasileiras.

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